Abscesso hepático piogênico
É o tipo de abscesso visceral mais comum. A incidência anual foi estimada em torno de 2,3 casos entre 100.000 pessoas, sendo ainda mais prevalente em homens que em mulheres. Era considerada doença típica de jovens, 20-30 anos, desencadeada após quadro de apendicite aguda. Com instituição de tratamento adequado, antibioticoterapia aliado ao envelhecimento da população, o espectro da doença mudou para adultos, 50-60 anos, e associado a doenças do trato biliar. Nos idosos, a E, coli é a bactéria mais comum segue-se a quadros de colelitíase.
Fatores precipitantes incluem:
- Diabetes mellitus;
- Doença hepatobiliar ou pancreática pré existente;
- Doença granulomatose crônica.
- Esquistossomose mansoni
- Larvas migrantes (ascaridíase, estrongiloidíase, Trichinella spiralis, Larva migrans visceral-Toxocaríase)
Em muitas regiões do mundo, a bactéria mais comum é a Staphylococcus aureus .




A associação entre abscesso hepático por Staphylococcus aureus e esquistossomose mansoni foi reproduzida em camundongos.
REFERÊNCIAS
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