INTRODUÇÃO
Leishmaniose cutânea ou tegumentar
A leishmaniose cutânea, é a forma menos grave da doença, e causada por várias espécies: Leishmania major e Leishmania tropica no Velho Mundo; e Leishmania mexicana, amazonensis, guyanensis, amazonensis, panamensis e braziliensis, nas Américas central e do sul.
Na doença cutânea a lesão apresenta úlcera típica (peculiar) ou nodular, próxima ao local da picada do inseto. Ocorre em áreas expostas da pele (a face, os braços, as pernas). As lesões persistem por semanas ou meses. Quando as lesões de pele são causadas pela L. amazonensis ocorre erupções nodulares em locais da pele distantes do local da picada do inseto. Lesões cutâneas simples tendem a cura espontânea. Em alguns casos, quando causadas pela L. panamensis e L. braziliensis, a doença pode evoluir para lesões mucocutâneas e a resolução do acometimento merece tratamento adequado.
A doença cutânea é endêmica em 18 países, com média de 54.000 casos por ano.
A leishmaniose tegumentar é um problema de saúde pública, de notificação compulsória. Sem tratamento pode ter consequências bastante graves. É conhecida também pelos nomes de úlcera de Bauru, nariz de tapir, botão do oriente e ferida brava.
Leishmaniose muco-cutânea
A leishmaniose muco-cutânea (LCM) é causada pela L. brasiliensis que ocorre como extensão da lesão cutânea ou metástases de doença cutânea isolada. Ela evolui lentamente por meses ou anos e pode involuir espontaneamente. O acometimento das mucosas provoca destruição de tecidos (nariz, boca, nasofaringe e pálpebras) e provocam deformidades horrorosas (cruéis e apavorantes). Os mecanismos imunológicos envolvidos nestes casos são desconhecidos. O tratamento mostra-se refratário e levar os pacientes à desnutrição e morte. Ela tem sido descrita no Brazil e em outros países das Américas.





Paciente de 77 anos com leishmaniose cutânea e mucosa disseminada + arritmia cardíaca intratável







