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Herpes labial (HSV-1)

Herpes labial (HSV-1)

A infecção por herpes simples 1 normalmente é oral e as manifestações clínicas podem eclodir dias, meses ou até anos depois.
Podem produzir gengivoestomatite (inflamação das gengivas) e outros sintomas como febre, fadiga e dores de cabeça. O vírus invade os terminais dos neurónios dos nervos sensitivos, infectando os seus corpos celulares no gânglio do nervoso trigeminal (junto ao cérebro).

Quando o sistema imunitário elimina o vírus das mucosas, não consegue identificar o vírus quiescente dos neurônios, que volta a ativar-se em períodos de debilidade, como estresse, trauma, imunossupressão ou outras infecções, migrando pelo caminho inverso para a mucosa, e dando origem a novo episódio de herpes oral com exantemas e vesículas dolorosas.
A Organização Mundial de Saúde revelou um relatório no qual afirma que mais de metade da população mundial é portadora do vírus do herpes labial: segundo a organização, dois terços da população mundial com menos de 50 anos está infetada com o herpesvírus humano simples de tipo I (HSV-1).

Em todo o mundo 3.7 mil milhões (ou, 3,7 bilhões) de pessoas com menos de 50 anos são portadoras de vírus HSV-1, que é transmitido principalmente através do contacto com a boca e se manifesta através de feridas nos lábios.[11]
São muito frequentes, 60% das pessoas com menos de 50 anos são portadoras do HSV1, ainda que possam não ter tido sintomas. Estatisticamente, um quinto dos adultos terá herpes bucal e/ou genital, incluindo a Europa e os Estados Unidos. No Brasil em média 9 em cada 10 pessoas possuem o vírus da Herpes Simples.
O herpes oral, particularmente se causado por HSV1, é uma doença primariamente da infância, transmitida pelo contato direto e pela saliva. O herpes oral (HSV1) pode ser transmitido para a parte genital (HSV2) tanto pela saliva como pelo sexo oral.

A sintomatologia aparece em 50% dos portadores do vírus anualmente. Cerca de 5-10% sofrem com mais de seis crises de herpes anuais. Dentistas e outros profissionais de saúde que lidam com fluidos bucais estão em risco de contrair infecção dolorosa dos dedos devido ao seu contacto com os doentes.
Diagnóstico e tratamento
Na maior parte dos casos o simples exame clínico permite ao médico diagnosticar o herpes. Em casos mais complexos ou menos evidentes o vírus é recolhido de pústulas e cultivado em meios com células vivas de animais. A observação pelo microscópio destas culturas revela inclusões virais típicas nas células. Na encefalite viral pode ser necessário obter amostras por biópsia.

Não há tratamento definitivo, embora alguns fármacos mostrem boa eficácia. Entretanto a doença é redicivante.
A infecção primária pode ser tratada por via oral com qualquer uma das seguintes opções: 1) Aciclovir: 400 mg três vezes ao dia ou 200 mg cinco vezes ao dia; Famciclovir: 250 mg três vezes ao dia; Valaciclovir: 1 g duas vezes ao dia