• Bem vindo à Clinica de Infectologia Dr. Lambertucci

A AIDS, sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
(Acquired Immunodeficiency Syndrome), é uma doença do sistema imunológico humano resultante da infecção pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana – da sigla em inglês). O organismo humano reage diariamente aos ataques de bactérias, vírus e outros micróbios, por meio do sistema imunológico. Muito complexa, essa barreira é composta por milhões de células de diferentes tipos e com diferentes funções, responsáveis por garantir a defesa do organismo e por manter o corpo funcionando livre de doenças.

Figura 1. Reprodução do vírus HIV

Ter o HIV no sangue não é a mesma coisa que ter a AIDS. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, ainda assim, podem transmitir o vírus a outras pessoas.
AIDS mata 2 milhões de pessoas a cada ano.

Entre as células de defesa do organismo humano estão os linfócitos T CD4+, principais alvos do HIV. São esses glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta diante de bactérias, vírus e outros micróbios agressores que entram no corpo humano. O vírus HIV, dentro do corpo humano, começa a atacar o sistema imunológico ligando-se a um componente da membrana dessa célula, o CD4, penetrando no seu interior para se multiplicar. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de responder adequadamente, tornando o
corpo mais vulnerável a doenças.

O diagnóstico é feito através de exames sorológicos (teste de ELISA, por exemplo) e confirmado pelo PCR (teste da reação em cadeia da polimerase). A combinação de medicamentos, com boa eficácia permitem vida aparentemente normal.

TERAPIA ANTIRETROVIRAL INICIAL PREFERENCIAL E ALTERNATIVA

 

Há novidades no tratamento da AIDS. Grande avanço. É possível tratar o paciente com uma ampola contendo 2 drogas e usada uma vez ao ano.

A terapia inicial deve incluir combinações de três antirretrovirais (ARV). Sendo dois ITRN associados de nucleosídeo ou nucleotídeo.

No Brasil, para os casos em início de tratamento, o esquema inicial preferencial deve ser a associação de dois ITRN/ITRNt – lamivudina (3TC e tenofovir (TDF) – associados ao inibidor de integrase (INI) – dolutegrafir (DTG). Exceção a esse esquema deve ser observada para os casos de coinfecção (TB-HIV, MVHIV com possibilidade de engravidar e gestantes (Quadro 13). “MV = mulheres vivendo com HIV”.

Situações especiais de intolerância ou contraindicação devem ter seus esquemas iniciais adequados para esquema iniciais alternativos, conforme o Quadro 14.

 

Esquema de TAR (tratamento anti-retroviral) inicial para adultos:

TDF (Tenofovir/3TC + DTG) – Dose diária (300mg/300mg) + 50 mg (1x/dia)

 

Se houver tuberculose associada usar o esquema:

TDF/3TC/EFV – Dose diária (300mg/300mg/600mg). Após o término do tratamento da tuberculose, voltar ao esquema acima.

 

TERAPIA ANTIRETROIRAL

Primeira linha de tratamento (grande evolução no tratamento)

Na classe de inibidores da integrase os esquemas terapêuticos são simples, com poucos efeitos colaterais e interações e baixo risco de resistência às drogas. Eles estão na linha de frente do tratamento precoce do HIV.

De fato, os cinco medicamentos de primeira linha incluem o bictegravir, dolutegravir ou raltegravir nos esquemas de combinação de novos fármacos.

Os inibidores de integrasse são uma classe de drogas antiretrovirais que previnem a inserção do código genético dentro de DNA da célula infectada. Eles o fazem ao bloquear a enzima conhecida como integrasse que faz o DNA do vírus ordenar a célua a produzir cópias do vírus.

Isentress (raltegravir) foi a primeira inibidora da enzima descrita em outubro de 2007. Existem agora 5 inibidores da integrasse usados isoladamente ou em combinação no tratamento da doença.

Veja abaixo, em ordem de liberação:

*Confira as dosagens e efeitos colaterais em outras publicações.

Referências

Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em adultos. Ministério da Saúde, Brasíia, 2018.

LongActing Cabotegravir and Rilpivirine for Maintenance of HIV-1 Suppression.

Swindells S, Andrade-Villanueva JF, Richmond GJ, Rizzardini G, Baumgarten A, Masiá M, Latiff G, Pokrovsky V, Bredeek F, Smith G, Cahn P, Kim YS, Ford SL, Talarico CL, Patel P, Chounta V, Crauwels H, Parys W, Vanveggel S, Mrus J, Huang J, Harrington CM, Hudson KJ, Margolis DA, Smith KY, Williams PE, Spreen WR.

N Engl J Med. 2020 Mar 19;382(12):1112-1123. doi: 10.1056/NEJMoa1904398. Epub 2020 Mar 4.PMID: 32130809 Clinical Trial.

LongActing Cabotegravir and Rilpivirine after Oral Induction for HIV-1 Infection.

Orkin C, Arasteh K, Górgolas Hernández-Mora M, Pokrovsky V, Overton ET, Girard PM, Oka S, Walmsley S, Bettacchi C, Brinson C, Philibert P, Lombaard J, St Clair M, Crauwels H, Ford SL, Patel P, Chounta V, D’Amico R, Vanveggel S, Dorey D, Cutrell A, Griffith S, Margolis DA, Williams PE, Parys W, Smith KY, Spreen WR. N Engl J Med. 2020 Mar 19;382(12):1124-1135. doi: 10.1056/NEJMoa1909512. Epub 2020 Mar 4. PMID: 32130806 Clinical Trial.

 

Longacting intramuscular cabotegravir and rilpivirine in adults with HIV-1 infection (LATTE-2): 96-week results of a randomised, open-label, phase 2b, non-inferiority trial.

Margolis DA, Gonzalez-Garcia J, Stellbrink HJ, Eron JJ, Yazdanpanah Y, Podzamczer D, Lutz T, Angel JB, Richmond GJ, Clotet B, Gutierrez F, Sloan L, Clair MS, Murray M, Ford SL, Mrus J, Patel P, Crauwels H, Griffith SK, Sutton KC, Dorey D, Smith KY, Williams PE, Spreen WR. Lancet. 2017 Sep 23;390(10101):1499-1510. doi: 10.1016/S0140-6736(17)31917-7. Epub 2017 Jul 24. PMID: 28750935 Clinical Trial.