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HTLV-I e II (Vírus linfotrópico de células T)


A doença é causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV), que infecta as células de defesa do organismo, os linfócitos T. O HTLV foi o primeiro retrovírus humano isolado (no início da década de 1980) e é classificado em dois grupos: HTLV-I e HTLV-II.

O HTLV-1 está presente em cerca de vinte milhões de pessoas espalhadas pelos cinco continentes.
A transmissão desse vírus se dá pelo sexo sem camisinha com uma pessoa infectada. Cerca de 1% a 5% dos infectados apresentam leucemias e linfomas, e outros evoluem com lesões destrutivas na medula espinal e paralisia nas pernas.

A transmissão desse vírus se dá pelo sexo sem camisinha com uma pessoa infectada. O uso de seringas e agulhas e da mãe infectada para o recém-nascido (transmissão vertical), principalmente pelo aleitamento materno. Evitar a doença não é difícil. Basta usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante com ninguém. A prevalência da doença, em bancos de sangue de Minas Gerais, gira em torno de 0,3%. É bem mais comum em o Estado da Bahia. No Brasil estima-se que 800 mil pessoas estão infectadas.

A maioria dos indivíduos infectados pelo HTLV não apresentam sintomas. Mas um pequeno grupo dos infectados pode desenvolver manifestações clínicas graves, como alguns tipos de câncer (linfoma de células T do adulto) ou paralisia das pernas (mielopatia). Algumas dermatites também foram descritas (ictiose, xerose ou pele seca e prurido, descamação da pele).

O diagnóstico mostra-se positivo pelo teste de ELISA. Deverá ser confirmado pelo PCR (teste da reação em polimerase).

Não há tratamento específico para o HTLV-I e II.

O HTLV é da mesma família da AIDS (conhecido incialmente como HTLV III e IV e posteriormente por HIV (vírus da imunodeficiência humana).